Após escrever grandes sucessos jovens, como A culpa é das estrelas e Tartarugas até lá embaixo, em 2021 John Green se aventurou a escrever não ficção. Em seu livro de estreia no gênero, Antropoceno: notas sobre a vida na Terra, conhecemos as contradições e maravilhas da humanidade. Agora, em Tudo é tuberculose, seu lançamento mais recente, o autor apresenta o contexto por trás da doença que já causou a perda de mais de um bilhão de vidas humanas apenas nos últimos dois séculos.
A humanidade convive com a tuberculose há milênios. A princípio, por afetar sobretudo a elite europeia, a doença foi romantizada como uma enfermidade de artistas e chegou a estabelecer padrões de beleza feminina. No entanto, com o tempo, a doença infecciosa passou a ser associada a contextos de vulnerabilidade social.

Em 2019, John Green conheceu Henry Reider, um jovem de sorriso largo internado com tuberculose no Lakka, um hospital público em Serra Leoa. Henry abriu seus olhos para a realidade e seriedade do assunto. Os dois ficaram amigos, e John tornou-se um defensor ativo da difusão do acesso ao tratamento da tuberculose.
No livro, conhecemos as histórias de Henry e da tuberculose, entendendo os contextos científicos e sociais de como essa infecção moldou o mundo em que vivemos. John Green nos convida a refletir sobre as desigualdades na área da saúde que permitem que essa doença infecciosa — curável e evitável — continue sendo a mais mortal de todas, vitimando mais de um milhão de pessoas todos os anos.
Traduzido por Cássio de Arantes Leite, Tudo é Tuberculose chega às livrarias no dia 2 de janeiro, mas você já pode garantir o seu exemplar em pré-venda.