O RABINO DO MUNDO

Nascido em Londres, filho de um mercador, Jonathan Sacks (1948-2020) se tornou uma das maiores lideranças espirituais de seu tempo. Filósofo, teólogo, membro da Câmara dos Lordes e rabino-chefe do Reino Unido, Sacks construiu uma extensa e influente obra sobre o judaísmo e seus valores humanistas. Gustavo Binenbojm mergulhou nessa obra e extraiu lições valiosas e universais.
Em O rabino do mundo, Binenbojm entrelaça a história do povo judeu e o legado de Sacks a reflexões filosóficas de autores como Nietzsche e Primo Levi, preceitos religiosos e experiências pessoais. O resultado é uma leitura clara e tocante, em que esses ensinamentos são aplicados em nosso dia a dia, seja em diálogo com nossos dilemas imemoriais – como o medo da morte e a busca por um sentido na vida –, seja em questões contemporâneas, como os tribunais morais da internet e seus implacáveis cancelamentos.
Assim, a história de transformação pessoal de Moisés é relembrada para mostrar a visão do rabino Sacks sobre liderança e quem são os verdadeiros líderes da nossa sociedade: os educadores. Em outra passagem, Binenbojm parte das prédicas do rabino durante a celebração do Yom Kippur (o Dia do Perdão) para refletir sobre arrependimento, perdão e a importância do erro. “A exigência da perfeição não é divina, mas uma neurose humana. Se saber é poder, reconhecer os erros e aprender com eles é a forma mais elevada de sabedoria.”, afirma.
Em 22 capítulos breves, Gustavo Binenbojm transita por temas como fé, ciência, antissemitismo, riqueza e humor, sempre destacando a crença judaica no livre-arbítrio e na defesa da moralidade, do humanismo e da democracia.
Eu posso estar errado

É muito comum que as coisas não saiam como queremos — na verdade, quase sempre é assim. Então o que pode nos ajudar diante do inesperado? O que pode aliviar nosso sofrimento nos tempos difíceis? Para buscar essas respostas, Björn Natthiko Lindeblad decidiu abraçar as incertezas.
Aos 26 anos, ele cumpria todos os requisitos de uma pessoa bem-sucedida. Porém, algo o incomodava, e ele resolveu seguir sua voz interior: abriu mão de uma carreira promissora e de seus pertences para se tornar um monge budista da Tradição Tailandesa das Florestas. Por dezessete anos, seguiu as regras da vida monástica, até que um dia aquela mesma voz avisou que era hora de ir em frente. Quando abandonou a túnica e retornou à Suécia, sua terra natal, o inesperado novamente aconteceu: foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença lenta e incurável.
Em Eu posso estar errado, Björn divide com o leitor o que aprendeu dentro e fora dos mosteiros. O resultado é uma lição sobre como se relacionar com os próprios pensamentos e emoções, de modo a tornar sua vida mais agradável e mais livre, mais vibrante, clara e sábia. Com ternura e alma, esse livro é carregado de uma sabedoria capaz de nos guiar pelas intempéries do dia a dia.
Vamos sonhar juntos: O caminho para um futuro melhor

Durante a crise da Covid-19, o líder da Igreja Católica, com seus mais de um bilhão de fiéis, percebeu a crueldade e a desigualdade de nosso mundo de forma mais vívida do que nunca. Mas viu também a resiliência, a generosidade e a criatividade de tantas pessoas: uma constatação de que podemos resgatar nossa sociedade, […]
Religião para ateus

Partindo da premissa de que, com ou sem fé, é possível encontrar aspectos úteis, interessantes e consoladores nas religiões, o filósofo Alain de Botton apresenta, de forma acessível e provocativa, um método que se vale de recursos usados por diversas religiões para buscar respostas às necessidades humanas vitais, como viver em comunidade, lidar com o sofrimento e se tornar uma pessoa melhor.
Explicando Deus numa corrida de táxi

Lenda da publicidade britânica e autor de Tudo o que você pensa, pense ao contrário, Paul Arden dá um passeio radical e visualmente sedutor por um tema de interesse constante: a existência de Deus. Utilizando cartoons e slogans provocantes, pensatas e vinhetas contemporâneas, ironiza, e provoca o riso e a reflexão sobre algo que sempre divide, confronta e apaixona a humanidade.