Hamburgo na Segunda Guerra Mundial

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Hamburgo

Fundada em 810, Hamburgo nasceu com vocação para ser uma grande metrópole. Situada ao norte da Alemanha e localizada às margens do rio Elba, foi chamada de “Veneza do Norte”, por sua beleza. Foi uma das primeiras cidades do mundo a se industrializar, e, ainda no século XIX, seu porto já era um dos maiores da Europa. A metalurgia era a principal indústria da área, com destaque para os estaleiros. Mas esse não é o retrato de Hamburgo em O dia seguinte, de Rhidian Brook. No livro do escritor inglês, Hamburgo está em ruínas pelos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial e ocupada por tropas britânicas, que promoviam a desnazificação do povo derrotado.

Hamburgo após bombardeios

A indústria naval abastecia os exércitos de Hitler, o que fez com que as tropas dos Aliados concentrassem ataques ao porto da cidade constantemente. O pior dos ataques à cidade entrou para a história com o nome de Operação Gomorra: durante oito dias e sete noites de julho de 1943, as forças da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos bombardearam Hamburgo, deixando 42 mil mortos, 37 mil feridos e um milhão de refugiados. Os bombardeios aconteciam ininterruptamente, para que os habitantes não pudessem sair dos abrigos antiaéreos para apagar as chamas. Estima-se que 250 mil residências foram destruídas neste ataque.

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Em O dia seguinte, o coronel inglês Lewis Morgan deve se mudar para uma casa luxuosa e expulsar os antigos proprietários alemães. Mas, contrariando as regras da época, insiste em que o viúvo, Lubert, e sua filha, Frieda, permaneçam. Ainda consumida pela dor da perda do primogênito durante um ataque aéreo no local, sua esposa, Rachael, se opõe à ideia e, assim como os colegas de Lewis, não compreende a generosidade do marido. Por sua vez, Frieda, cuja mãe desapareceu durante um bombardeio, demonstra toda sua hostilidade aos novos moradores. Neste ambiente carregado de conflitos e tensões, personagens controversos cujas vidas emocionais são influenciadas pela política e pela história se revelam e tornam a possibilidade de uma reconciliação extremamente real.

 

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