A crise da OSB e a incompetência da elite política do país

A crise foi um veneno para dois setores: educação e cultura.

2 minutos

2 minutos

Orchestra
(Fonte)

Muitos amigos meus têm dificuldade de reconhecer que a crise moral, ética, política e econômica no Brasil é fruto da incompetência da elite política do país. A enrascada em que nos metemos foi um veneno para dois setores sensíveis: educação e cultura. Recentemente, foram divulgados os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, e os resultados foram decepcionantes. Na área cultural, o quadro não está diferente.

No Rio de Janeiro a crise atingiu em cheio a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). Com um rombo de R$ 15,5 milhões, os músicos não recebem em dia e o pagamento de seus planos de saúde também está atrasado. A fundação mantenedora da OSB chegou a pensar em cancelar a parte final da temporada de 2016, mas, após votação, decidiu-se por seguir mantendo parcialmente a agenda. Alguns concertos no Theatro Municipal, por exemplo os destinados a estudantes da rede pública, foram cancelados por falta de recursos para o aluguel do teatro.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, se prontificou a dar uma ajuda de R$ 2,5 milhões e a interferir junto ao BNDES. É bom lembrar que se trata de uma ajuda que não resolve o problema.

Quem já leu o livro Os Guinle sabe que os problemas de custeio da OSB são antigos. Quem ainda não leu, terá a chance de conhecer a luta de Carlos e Arnaldo Guinle em prol dos músicos populares e eruditos brasileiros. Os dois irmãos sempre se preocuparam em criar um ambiente favorável ao desenvolvimento musical no Brasil. E, independentemente da crise, hoje o país carece de empresários com esse tipo de preocupação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

LEIA TAMBÉM

Leia mais Notícias

Confira o que todo leitor queria pedir ao Papai Noel
Esses livros vão fazer você acreditar de novo no amor neste Natal
Conheça o novo livro do autor de A verdade sobre o caso Harry Quebert
Em comemoração aos 20 anos de “Lua nova”, vem aí a edição luxo de colecionador do segundo volume da saga “Crepúsculo”