Os cultos mais chocantes dos Estados Unidos

Confira a lista com os quatro cultos americanos mais chocantes e descubra se você já ouviu falar em algum desses casos!

4 minutos

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Misteriosos, polêmicos e muitas vezes com consequências trágicas, os cultos são fonte de grande inspiração para a cultura pop. Dezenas de livros, séries, filmes e documentários abordam essas histórias intrigantes que beiram o surreal, instigando a nossa curiosidade e provocando reflexões.

Um exemplo é o livro As garotas. O romance de estreia de Emma Cline usa como pano de fundo um dos cultos mais famosos do mundo – a família Manson – para falar sobre vulnerabilidade, amadurecimento feminino e o que a ânsia desenfreada por pertencimento e aceitação pode causar.

Criamos uma lista com os quatro cultos americanos mais conhecidos que já serviram de inspiração para produções literárias e cinematográficas. Descubra se você já ouviu falar em algum desses casos:

1. O culto de Rajneesh

No final dos anos 1950, Osho – também conhecido como Bhagwan Shree Rajneesh – começou a ficar famoso na Índia ao pregar a busca pela liberdade através da meditação. Diferente de outros líderes religiosos, ele não condenava a riqueza e era liberal em relação ao sexo. Em 1981, o interesse de estrangeiros pela nova religião era tão grande que Osho e seus seguidores mais próximos se mudaram para um terreno gigante no deserto do Oregon, nos Estados Unidos, onde começaram a implantar um rancho. Tal ação causou uma guerra de proporções surpreendentes entre os seguidores de Bhagwan e os moradores da região.

Essa história inspirou uma série documental de seis episódios da Netflix, chamada Wild Wild Country. Confira o trailer:

 

2. Charles Manson e sua família

Na década de 1960, Charles Manson ficou famoso ao provocar o assassinato de diversas pessoas, entre elas a atriz Sharon Tate – grávida de oito meses –, sem nunca executar diretamente qualquer um dos crimes. Um homem totalmente manipulador e carismático, Manson foi capaz de distorcer as ideias do movimento hippie e da contracultura. Seus seguidores eram, em sua maioria, mulheres brancas de classe média que faziam parte do culto conhecido como “família Manson”.

A figura de Manson e de suas seguidoras estão presentes no imaginário das pessoas e serviram de inspiração para diversas produções, como o livro As garotas, de Emma Cline. No romance, Evie Boyd fica arrebatada pela visão de um grupo de garotas livres e muito autoconfiantes. Atraída por elas, a jovem passa a frequentar o rancho que serve de moradia para o grupo, e sua história se entrelaça com a da comunidade exótica e seu líder fanático. Confira o trecho:

“Olhei naquela direção por causa das risadas, e continuei olhando por causa das garotas. Primeiro, reparei nos cabelos, longos e despenteados. Depois nas bijuterias que usavam, brilhando ao sol. As três estavam tão longe que só consegui distinguir o contorno de seus traços, mas não me importei com isso – sabia que eram diferentes de todas as outras pessoas no parque. Aquelas garotas de cabelo comprido pareciam pairar acima de tudo o que acontecia à volta delas, trágicas e distantes… como tubarões irrompendo na superfície do mar.”

 

3. David Koresh – O cerco de Waco

Em 1990, David Koresh foi nomeado líder do Ramo Davidiano Adventista. Ele acreditava que era preciso se armar, e foi isso que seus seguidores fizeram. Essa movimentação chamou a atenção do governo americano, que ao tentar encerrar as atividades da seita foi recebido com muita resistência. Começou, então, um cerco em Waco, no Texas, que durou 51 dias e no qual mais de 70 pessoas foram mortas.

Esse ano, a Paramount lançou uma minissérie sobre o caso de Waco, estrelada por Taylor Kitsch e Michael Shannon. Kitsch interpreta o líder do culto, enquanto Shannon faz o papel de Gary Noesner, um negociador do FBI.

 

 

4. Jim Jones – O massacre de Jonestown

Maior tragédia da história dos Estados Unidos até o 11 de Setembro, o massacre de Jonestown é um episódio chocante. Jim Jones era o líder do Templo do Povo, uma seita que dizia buscar igualdade racial. No dia 18 de novembro de 1978, ele provocou o suicídio coletivo de cerca de 900 seguidores. Algumas pessoas foram mortas a tiros e facadas, mas a maioria foi instruída a beber um suco misturado com veneno.

O canal A&E produziu um documentário chamado Jonestown: The Women Behind the Massacre, abordando o ponto de vista das mulheres que vivenciaram o caso.

 

Saiba mais sobre os livros

  • As garotas

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