4 coisas que são proibidas na Rússia de Putin

De memes a filmes, algumas coisas comuns são banidas no país

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De memes a filmes, algumas coisas comuns são banidas no país

No poder desde 1999, Vladimir Putin é um dos líderes mundiais mais polêmicos e controversos da atualidade. Famoso por controlar a Rússia com punho de ferro, seu governo transformou algumas manifestações culturais triviais em crimes. De memes até filmes, certas proibições do governo russo são inacreditáveis e despertam a preocupação de ativistas de direitos humanos. Confira a seguir 4 coisas que são proibidas na Rússia de Putin.

 

Memes

A lei russa proíbe retratar figuras públicas de maneira difamatória, o que torna ilegal a publicação de memes que possam ferir a honra e a dignidade dos governantes. De acordo com o Kremlin, publicações que mostrem figuras públicas de uma forma “que não tenha nenhuma relação com a sua real personalidade” podem ser denunciadas ao Roskomnadzor — o serviço federal de supervisão de comunicações —, que, por sua vez, pode apresentar uma queixa formal à Justiça.

 

Xingar

Em 2014, Vladimir Putin assinou uma lei que proíbe o uso de xingamentos em livros, filmes, músicas, teatros, blogs, programas de televisão e outros veículos de entretenimento. Falar um palavrão pode render a indivíduos e organizações multas de até 1.400 dólares. Essa proibição faz parte de uma estratégia do governo para restabelecer a “pureza” como um dos pilares da identidade do país.

 

Borat (2006) e outros filmes

O governo russo é extremamente sensível a como o país é representado na mídia. Borat (2006), de Sacha Baron Cohen, foi um dos primeiros filmes não pornográficos a ser banido da Rússia desde o fim da União Soviética. Além de Borat, outros títulos proibidos no país são Criança 44, com Tom Hardy, A entrevista, com James Franco e Seth Rogen, e A morte de Stalin, com Steve Buscemi e Jeffrey Tambor.

 

Propaganda gay

Em 2013, a campanha antigays se tornou um dos pilares da política russa: em junho, a Duma, como é chamada a assembleia legislativa russa, aprovou uma lei que proibia a “propaganda homossexual” e tornava ilegal propagar relacionamentos “não tradicionais” para menores de idade.

No mesmo ano, foi aprovada no Kremlin uma interdição à adoção de crianças por pessoas do mesmo gênero e, ao mesmo tempo, o governo anunciou a intenção de tirar filhos biológicos de famílias homoafetivas. Essa perseguição levou ê jornalista Masha Gessen a mudar-se da Rússia para Nova York com a esposa e os filhos.

Vencedore de diversos prêmios jornalísticos e referência mundial na cobertura e na análise política do governo russo, Masha narra, em O homem sem rosto, como um agente mesquinho do baixo escalão da KGB ascendeu à presidência da Rússia.

Ao entrevistar diversas figuras importantes que participaram diretamente dos acontecimentos mais emblemáticos do governo, ê autore faz um relato implacável da ascensão de Putin ao poder — e de tudo que ele foi capaz de fazer para permanecer nele.

Saiba mais sobre os livros

  • O homem sem rosto

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