Precisamos falar sobre…

2 minutos

2 minutos

“Transformou-se em um clichê”, argumenta Lionel Shriver a respeito da última capa da revista The Economist, que emprega a construção usada no título de seu romance mais célebre para anunciar a reportagem sobre o futuro da Coreia do Norte após a morte do ditador Kim Jong Il. Além da impressionante We need to talk about Kim (Precisamos falar sobre o Kim), a construção da autora tem estampado, frequentemente, as manchetes de jornais de todo o mundo. Assim, precisamos falar sobre energia nuclear (Guardian), sobre espetáculos de dança (Financial Times), sobre as vacinas contra o HPV e as mudanças climáticas (New Scientists), sobre o capitalismo (The Age), sobre os destaques culturais de 2011 (The Independent) e sobre as apostas das mulheres que estarão na disputa pelo próximo Oscar (Indie Wire).

Mas é claro que também precisamos falar sobre a própria Lionel (The Telegraph) e, com a repercussão da adaptação de Precisamos falar sobre o Kevin para o cinema, precisamos falar sobre Tilda Swinton (Time Entertainment), que concorre ao Globo de Ouro como melhor atriz por sua interpretação de Eva Khatchadourian. Por aqui, o filme dirigido por Lynne Ramsay estreia em 27 de janeiro e os jornais locais ainda não demonstraram o mesmo empenho dos estrangeiros em citar o ilustre título de Shriver.

Uma resposta

  1. Robinson Kremer disse:

    Pois é, estou doido para saber notícias desse filme e nem ouço falar por aqui. Se não fosse por vocês eu nem saberia a data de estreia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

LEIA TAMBÉM

Leia mais Notícias

Romance de esporte LGBTQIA+ com foco em saúde mental: “Abrindo o jogo” traz relação de dois tenistas em busca da vitória
Léa não é a culpada é uma investigação de verdade, com 13 pistas e uma lógica afiada para eliminar, um a um, os 40.000 suspeitos
Pela primeira vez no Brasil, SenLinYu vem ao evento para falar sobre Alchemised, fantasia sombria que conquistou o mundo
Pelo quarto ano consecutivo e com 1 milhão de exemplares vendidos no Brasil, Lynn Painter volta à Bienal do Livro para falar sobre suas comédias