SOBRE ESCREVER E LUTAR

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— O segundo capítulo é muito importante, Marcus. Ele deve ser incisivo, uma porrada.

— Como assim, Harry?

— Como no boxe. Você é destro, mas em posição de guarda é sempre seu punho esquerdo que está na frente: o primeiro direto deixa seu adversário zonzo, seguido por um poderoso cruzado de direita, que o derruba. É o que deve ser o segundo capítulo: um golpe de direita no maxilar dos seus leitores.

Além de premiado escritor, Harry Quebert é um exímio pugilista. Para ele, escrever e lutar boxe são atos semelhantes: ambos exigem técnica, precisão e preparação física e psicológica. Ao longo dos anos, Harry passou para Marcus Goldman ensinamentos sobre como escrever um livro. De início o que parecem ser apenas lições sobre escrita, se revelam também conselhos para diferentes momentos da vida.

Para o leitor de A verdade sobre o caso Harry Quebert, os diálogos entre professor e aluno na abertura de cada capítulo são um prenúncio do que encontrará durante a leitura.

No livro, o personagem do título é acusado de ter assassinado Nola Kellergan, uma jovem de 15 anos com quem teve um caso em 1975. Cabe a Marcus investigar se Harry é inocente como alega ser ou se seu mentor foi realmente capaz de cometer um crime.

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