Por Giu e Ulisses*
Giu: Oi, pessoal, tudo bem? Meu nome é Giuliana e fui convidada pela Intrínseca para falar um pouco, junto com meu marido, Ulisses, sobre o S., o livro de J.J. Abrams e Doug Dorst, lançamento da Intrínseca. Bem, antes de mais nada, acho melhor explicar que fomos convidados porque trabalhamos no livro (para o pessoal não começar a pensar que a Intrínseca chama qualquer maluco para escrever os textos do blog). Eu era mais responsável pela adaptação e preparação do texto…
Ulisses: E eu tive a função de tentar entender e adaptar os diversos códigos que estão no livro.
De cara, o que dá para perceber é quanto o S. é rico. Logo no início, o leitor já vê que existem diversas formas de ler a obra. Há o “texto principal” no “livro dentro do livro”, O Navio de Teseu, que, por si só, já é envolto em mistérios. Há também milhares de notas manuscritas pela Jen e pelo Eric, personagens que leem o livro e se comunicam pelas margens do texto. Eles começam discutindo o principal mistério da história: a verdadeira identidade de V. M. Straka, autor de O Navio de Teseu, mas esse mistério acaba envolvendo-os em uma busca muito maior.

E tanta verossimilhança faz com que o leitor seja quase um dos personagens da trama. É como se você tivesse entrado na biblioteca da faculdade e encontrado aquele exemplar de O Navio de Teseu. Todo o cuidado editorial foi para que o mergulho na narrativa fosse completo, como se você tivesse recebido aquele livro de pessoas que de fato existiram e por isso precisasse desvendar o mistério. Para quem ama ler, o S. transcende o objeto livro. O Ulisses e eu não temos nenhuma frescura em relação a e-books, muito pelo contrário. Mas S. só pode ser apreciado em sua totalidade no objeto físico, pois nele o meio, a mensagem, o objeto e o objetivo se confundem em um só.
O nosso processo de trabalho também foi bastante singular. Como falei, eu fui o responsável pela adaptação dos códigos. Enquanto a Giu trabalhava no texto, eu tentava descobrir os segredos escondidos no livro. O que posso dizer aos leitores que, como eu, gostam de desvendar códigos é que S. é uma diversão sem fim. O livro é cheio de cifras, códigos históricos, destaques misteriosos; enfim, uma infinidade de coisas. Confesso que um ou outro eu tive que procurar na internet, mas só porque o prazo final estava se aproximando (ou seja, recorri a diversos sites por profissionalismo, não por incompetência).
O texto em si também foi bastante trabalhoso. Em um livro dessa magnitude, com muitas linhas temporais e informações que se cruzam em diferentes capítulos, foi um desafio manter tudo organizadinho. Desafio maior foi inserir as emendas de forma que o pessoal da Intrínseca conseguisse entender…
A versão brasileira do S., aliás, tem uma história interessante, pois, para reproduzir as partes manuscritas do livro, a Intrínseca contratou um designer com a habilidade, digamos, incomum, de copiar a caligrafia alheia, que escreveu à mão todo o texto das margens do livro. Algumas editoras estrangeiras simplesmente colocaram fontes computadorizadas, ou seja: a Intrínseca realmente se esforçou para manter o realismo. Então, podem acreditar quando digo que essa edição foi feita com o maior carinho e competência não apenas por nós, mas por toda a equipe da editora.
Então, é isso. Estamos torcendo para vocês gostarem tanto do S. quanto a gente! Para aqueles que terminarem a leitura e ainda quiserem mais, lembrem-se de que há também muito material criado pelos autores que pode ser encontrado na internet, como páginas de redes sociais de personagens, além de seus blogs e tumblrs. S. é verdadeiramente um ongoing mystery, bem ao estilo do J.J. Abrams (lembram de Lost?).
E, como o livro será lançado perto do Natal, não fujam da tradição natalina e comprem bastante! Comprem para vocês, para a família e para todos os seus amigos!
Leia também: Conheça o projeto de S.
Giu Alonso é editora, tradutora, revisora, ama livros e tem rinite alérgica nas horas vagas.
Ulisses Teixeira, eleito por sete anos seguidos “o sorriso mais bonito do Méier”, abandonou cedo demais a carreira de modelo para se dedicar ao mundo editorial.

Respostas de 8
Parabéns pelo trabalho. Acabei de receber o livro ( receber porque comprei pela internet ) e estou muito feliz mesmo com o resultado que foi entregue pela editora. Um livro para se orgulhar, espero mergulhar nas páginas logo logo. Obrigado pelo esforço.
Retirado de um comunidade do facebook:” na versão brasileira do livro Eric pede para quem encontrasse o livro, deixasse-o para ele na sala P19 { 1 – folha de rosto }. Na versão inglesa a sala é B19. ” alguma explicação para essa mudança?
Já estou com o livro em mãos. Obrigado Intrínseca pelo trabalho
Carlos Cauás, acho que o P19 da sala tem ligações ao livro “Preto dezenove”, do Straka. Imagino que inglês seja B19, por ser Black 19
GALERA, SE O GUARDANAPO OU ALGUM DOS ITENS QUE ESTÃO DENTRO DO LIVRO SAIR DA PÁGINA, INFLUENCIA NA LEITURA? SERÁ QUE TEM ALGUM LINK OU ALGO PARECIDO QUE ORIENTA A COLOCÁ-LOS DE VOLTA NA PÁGINA DE ORIGEM?
Oi, Paulo! Tudo certo? Sim, você pode encontrar um guia no site do livro: http://www.intrinseca.com.br/jjabrams/
Comprei pela internet e o livro acabou de chegar. Fantástico! Parabéns pelo trabalho.
“Para aqueles que terminarem a leitura e ainda quiserem mais, lembrem-se de que há também muito material criado pelos autores que pode ser encontrado na internet, como páginas de redes sociais de personagens, além de seus blogs e tumblrs.”
Eu estou com um blog, chamado A Ilha de Obsidiana, onde estou traduzindo todo esse material extra (que são oficiais) que os autores disponibilizaram pela internet.